Portado por : Felipe Marques quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Na história, Refugio (Victoria Ruffo) é uma mulher que chega a capital com seus três filhos sem ter onde viver ou dar de comer às crianças. Os anos passam, e Refugio é uma contadora, que leva uma vida difícil e com privações. Seus filhos viraram homens, a quem Refugio dedica toda sua vida: Patrício (Alejandro Nones) é um jovem advogado ambicioso e com vergonha da origem humilde; Edmundo (Josemaria Torre) estuda Medicina, mas vive nos bares e bilhares, sem levar a sério a faculdade; e Nachito (Mane de la Parra) é o único que trabalha duro, e espera chegar sua vez de poder estudar como seus irmãos. As coisas começam a mudar quando Patrício conhece Olga (Adriana Louvier), uma garota rica e caprichosa, cujo pai, o bem-sucedido advogado Romulo Ancira (Ernesto Laguardia), lhe brinda um mundo de riquezas e benefícios. Para isso, Patrício renunciará a toda sua família, partindo o coração de Refugio.

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A obra do autor Manuel Canseco Noriega havia rendido duas bem-sucedidas versões anteriores. Uma novela produzida por Valentim Pimstein em 1965, e um filme, clássico dos clássicos, produzido em 1967. Nessa versão, Marga Lopez, Enrique Lizalde, Juan Ferrara e Javier Juan fizeram os personagens de Refugio, Patricio, Edmundo e Nachito. Javier Juan, inclusive, atuou nessa nova versão como o tirano patrão de Refugio.
José Alberto Castro vinha do sucesso de La Que No Podía Amar em 2011, e recebeu por encomenda a produção dessa novela para o horário das 4 da tarde. Corona de Lágrimas já quase havia ganhado remakes em ocasiões passadas, mas por uma razão ou outra, o projeto não saía do papel. A adaptação dessa vez ficou a cargo de Jesus Calzada, que aproveitou tudo do filme e a partir daí explorou as possibilidades da história.
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O resultado disso foi uma novela de sucesso. A história, de fácil identificação, tem o benefício de ressaltar uma característica forte nos países latinos: a figura da mãe. Aqui, uma mulher boa, extremamente boa, que faz tudo pelos seus filhos, sacrifica tudo em nome deles. Conforme a história avança, os filhos a abandonam e a desapontam. Era impossível não ser um sucesso! Além disso, uma adaptação bem atualizada que não se perdeu em esticamentos, teve justos 110 capítulos.
Nas versões passadas, o papel de Refugio pertencia a uma atriz já com traços mais velhos, era uma velhinha que era humilhada por perder a visão e ser o estereótipo da mãe preocupada. Tanto que chegaram a se manejar nomes como Ana Martin e Ana Bertha Espín para o papel. Por ter um perfil de protagonista, a escolhida foi Victoria Ruffo, mesmo sendo mais jovem do que as atrizes que fizeram o personagem nas versões anteriores. Acabou que o papel foi um prato cheio para a atriz, acostumada a chorar não só uma “coroa de lágrimas” como um oceano inteiro!
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Para encorpar a novela com mais tramas e personagens, um dos pontos mais diferenciais foi o destaque dado ao personagem Romulo Ancira, mero coadjuvante transformado aqui num dos protagonistas da trama. Romulo terminou como um grande vilão: matava, mentia, e destilava ironia e gritos maquiavélicos. Além disso, toda uma trama sobre corrupção e infidelidade existia a seu redor, coisa que não apareceu anteriormente.
Outras alterações importantes: Olga, a menina rica que se encapricha com Patrício, na primeira versão era uma gordinha feia e apagada. Já no filme e nessa versão de 2012, era uma jovem bonita e interessante (mas bastante complexa). A companheira de trabalho de Refugio, Lucero (Africa Zavalla) não era namorada de Patrício no começo como nessa versão. Era apenas alvo da disputa dos outros irmãos – isso sim, mantido no remake.
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Corona de Lágrimas foi “dividida” em três etapas: a primeira onde Patrício ascende e diz a todos que Refugio é sua babá, até o casamento com Olga; a segunda quando Olga fica grávida e Refugio vira empregada do próprio filho e assim se reaproxima de Olga; e a terceira onde tudo é descoberto e as consequências dos atos dos filhos repercutem nas últimas semanas da novela.
Na primeira parte é impossível não se revoltar com o descaso de Patrício e Edmundo em relação a Refugio. Além de mentiras e abandono, Edmundo inclusive rouba o dinheiro que Nacho deu para Refugio comprar seus óculos novos! Na segunda, Refugio brilha novamente quando consegue finalmente se aproximar e compreender Olga, e o final, guardou uma surpresa totalmente inédita: um romance para Refugio. O ator escolhido foi Pedro Moreno. No começo da novela, Edmundo ainda criança encontra uma carteira perdida na rodoviária. Sem achar o dono e passando necessidades, Refugio usa o dinheiro e promete devolver a carteira repondo o dinheiro…que foi justamente do Juez Corona (quase que uma homenagem a própria obra).
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Muitos foram os destaques do elenco, sendo Victoria Ruffo, o principal deles. Apesar de criticada pela repetição de seus personagens sempre mães choronas, aqui a trama bordava a situação perfeita para Victoria fazer o que faz de melhor: emocionar.
Os filhos também foram bem escalados. Alejandro Nones foi uma das revelações, com seu ambicioso Patrício. Josemaria Torre retornava às novelas com um personagem complexo e ambíguo. E Mane de la Parra foi encantador como o filho simplório e bom de coração. Nos bastidores, por trabalhar com Victoria Ruffo, eles a apelidaram de “Queen”!
Vinda da TV Azteca, Adriana Louvier foi a grande revelação feminina. Olga foi um personagem difícil. À primeira vista, uma garota arrogante e irritante que só sabia gritar e chantagear para conseguir o que queria, Adriana conseguiu dar humanidade ao papel, fazendo o público sentir compaixão por sua personagem, que ganhou inclusive alguma redenção.
Cassandra Sanchez Navarro, filha do ator Rafael Sanchez Navarro, foi revelada como Chelito, uma mecânica totalmente desajeitada, e apaixonada por Nachito. O par romântico com Mane de la Parra fez muito sucesso.
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Ernesto Laguardia, o Romulo Ancira, foi um dos tipos mais destacados e curiosos da novela. Presumia ser um grande empresário, um macho que abusa das mulheres como quiser, mas não fazia o tipo físico de Ernesto: baixinho, de voz esganiçada e com um rosto com traços delicados. Acabou se tornando destaque justamente pelo insólito! As cenas onde Romulo e Refugio se encontraram eram da mais alta qualidade, sinônimo da trajetória e da experiência dos dois atores. Eram também sempre um ponto alto dentro da trama.
Algumas coisas foram irritantes: Mercedes, personagem de Lola Merino, casada com Romulo e mãe de Olga foi uma delas. Uma mulher totalmente fraca, sem a menor fibra para defender a filha, e sem nunca (nem no final) esboçar reação. Ou a presença de Juan Pelaez, como um advogado corrupto amigo de Romulo, que sempre aparecia envolto a uma fumaça espessa de cigarro! Lamentavelmente, foi o último trabalho de Juan Pelaez, que faleceu vítima de câncer em 2013.
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Destaca-se ainda o belíssimo tema musical da novela, escrito especialmente para ela e interpretado por Cristian Castro.
Corona de Lágrimas foi uma novela bonita, honesta, bem feita. E, sobretudo, prova que novelas mexicanas definitivamente foram feitas para pegar pela emoção… Pelas lágrimas!
Fonte: Expresso Tv Audiência

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