Portado por : Felipe Marques domingo, 1 de novembro de 2015

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A Rede Record foi condenado pela Justiça, mais precisamente, a 25ª Vara Federal Cível de São Paulo, pelo fato da emissora ter produzido reportagens que foram consideradas ofensivas contra as religiões afro-brasileiras.

O pedido do processo foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF), pelo Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afro-Brasileira (INTECAB) e pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e da Desigualdade (CEERT), que ajuizaram a ação civil pública contra a própria Rede Record, e a Rede Mulher. “Rede Mulher? Como assim?” Você deve estar se perguntando.

Foi uma emissora extinta em 2007, e que deu lugar ao canal de notícias Record News. É preciso dizer também que o juiz Djalma Moreira atendeu à solicitação da abertura do processo.

O MPF alegou, na época, que as religiões afro-brasileiras foram constantemente ofendida em programas da emissora dos bispos, o que não é permitido pela Constituição, que proíbe a demonização de religiões por outras.
Alem disso, o Estado é laico. “Os fatos imputados na inicial estão comprovados e são, ademais, incontroversos”, relatou o Meritíssimo em sua sentença.

Assim, o canal de Edir Macedo foi condenada e vai ter que exibir oito programas (4 inéditos e 4 reprises) em cada uma de suas emissoras, mostrando um direito de resposta para as crenças ofendidas, nos horários em que as reportagens citadas foram exibidas.

E quanto à Rede Mulher? Será que a ordem serve para a Record News, sua sucessora? Vale dizer que a decisão ainda cabe recurso no Supremo Tribunal Federal.


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