Portado por : Felipe Marques domingo, 19 de julho de 2015

‘Tomara que Caia’ estreia hoje e elenco terá que mostrar que é bom

tomara
Zona de conforto é lugar que não existe em ‘Tomara Que Caia’, novo programa da Globo que estreia hoje e une humor, game e interatividade. Principalmente para Priscila Fantin, que vai exercitar pela primeira vez sua veia cômica. “Acho que me sinto até mais à vontade no humor do que no papel das mocinhas de novela que fiz. Em família, eu sempre fui meio palhacita. Estou que nem pinto no lixo de ter a oportunidade de fazer personagens nada óbvios e diferentes a cada domingo. Fiz muito humor no teatro, mas essa é a primeira vez que a grande massa vai me ver desse jeito”, diz a atriz.
O formato inédito, criado pela equipe do diretor de gênero Boninho, prevê um único texto, muitas trolagens — espécie de brincadeira para atrapalhar a encenação que será feita ao vivo — e uma disputa entre dois times. De um lado, Fabiana Karla, Nando Cunha, Dani Valente e Marcelo Serrado. Do outro, Heloísa Périssé, Eri Johnson, Priscila Fantin e Ricardo Tozzi. Em comum, o mesmo texto, os mesmos personagens e o objetivo de arrancar risadas e fazer de tudo para ficar mais tempo em cena. Se o público gostar, vota em ‘tomara que fique’. Se desaprovar, vai de ‘tomara que caia’. “Esse programa é um show de improviso e humor onde o telespectador vai participar bastante”, adianta Boninho.
Já no clima de comédia, Serrado revela qual foi o critério de seleção para o programa. “Esse elenco é formado por quem teve coragem de aceitar o convite”, garante. Mas a brincadeira tem, sim, um fundo de verdade. “Fui convidado com mais duas atrizes, mas, no meio do papo, quando olhei para o lado, todo mundo já tinha fugido, e só estava eu. Quer dizer, tem que bater a vontade de fazer uma coisa transgressora”, comenta Tozzi. Mas não falta quem queira pegar essa onda de ‘transgressão’. “Isso quer dizer que eu vou poder fazer o galã”, dispara Nando. “E eu, a gostosa”, completa Fabiana.
Uma das ‘corajosas’ a integrar o elenco de ‘Tomara Que Caia’, que vai ao ar depois do ‘Fantástico’, Daniele fala sério, mas sem perder o humor, sobre a experiência que está vivendo. “É muito difícil fazer esse trabalho porque o improviso tende a desestabilizar o ator, sem contar com a pressão do ao vivo. É preciso ter experiência para dar conta do recado. Não dá para ser loura burra nesse programa”, constata. Com vasta experiência em comédia, Heloísa engrossa o coro.
“É complicado contar uma história com coerência sendo interrompida com as troladas. Estar bem afiada com o texto é fundamental. O bom é que esse elenco joga nas 11. Mas, eu, uma atriz dramática, vou ficar louca com essas troladas”, debocha Périssé, se referindo às interferências que acontecerão em meio ao desenrolar da história, que podem ser, por exemplo, uma ordem para que os atores atuem como se fossem gagos. É justamente nessa hora que a união da equipe deve falar mais alto. “Generosidade é fundamental. É preciso respeitar a proposta do colega. Quem tem que brilhar é o programa”, acredita Eri.
Nome mais improvável do programa, Priscila não esconde o entusiasmo. E é bom que o público se acostume com a ideia de ver a atriz jogar no mesmo time que suas colegas de elenco, que são especialistas na arte de fazer rir. “Até onde eu sei, comediante é o ator que faz comédia. Se eu já fiz comédia, logo… Seria eu uma comediante?”, pergunta, aos risos.
À vontade na nova função, Priscila se sente quase em um parque de diversões quando está ensaiando para o programa. “Me divirto demais. Estou cercada de feras”, comemora. Fora dos estúdios, a alegria também toma conta. “Sou bem-humorada, mas acho que acordo de mau humor (risos). Na verdade, depende se eu dormi bem ou não (risos)”, diverte-se a atriz, que não usou o humor como arma de sedução para conquistar o marido, o ator Renan Abreu, com quem tem um filho, Romeo, de 3 anos. “Foi ao contrário, ele que usou o humor para me conquistar!”, revela.
Vencedora do ‘Saltibum’, competição de saltos ornamentais do ‘Caldeirão do Huck’,Priscila pretende apelar para uma técnica usada no quadro para vencer o nervosismo antes de pisar no palco do ‘Tomara que Caia’. “Não estou muito nervosa. Vou manter uma calma emocional, vou convencer o meu psicológico de que está tudo certo, caso contrário não vou conseguir brincar. Tenho que confiar e me jogar, igual eu fiz no ‘Saltibum’. Vai ter que ser uma vitória a cada domingo”, torce.
Assim como Priscila, Tozzi não tem o nome relacionado diretamente ao humor, mas se sente plenamente à vontade nesse universo. “Sou chamado para coisas diversas, mas tenho um mínimo de assinatura que deixa claro que, se uma coisa vier parar na minha mão, pode ficar engraçada. Posso parecer pretensioso ao dizer isso, mas é que eu adoro humor. Mas não me vejo fazendo um stand-up (comédia em pé). O meu tesão, o meu talento, é para fazer personagens. Eu detesto fazer graça, detesto imitar alguém, detesto fazer firula no palco. Preciso de um personagem para fazer graça. Isso é o que eu mais gosto”, conta.
Mas Tozzi sabe que fazer rir não é missão das mais fáceis. “Fazer humor é mais difícil do que drama. O drama é mais previsível. Se você não tiver um tipo de olhar sobre a vida, não consegue fazer humor. É preciso ter o olhar sarcástico de quem ri de si mesmo, de quem gosta do ridículo. Essa chavinha nem todo mundo tem. Você pode treinar uma pessoa para contar uma piada, mas, se não for contada espontaneamente, não fica tão engraçada”, acredita.
Se Priscila e Tozzi ainda não são, digamos assim, especialistas no assunto, Serrado caminha a passos largos para isso já há algum tempo. “O humor está cada vez mais presente na minha carreira, graças a Deus. Não pensei em fazer humor, só que, na outra emissora (Record), fazia personagens violentos que tinham uma tendência para o humor. Depois, veio o Crô, de ‘Fina Estampa’ (2011). Esse processo foi acontecendo naturalmente. Fui levado para o humor aos poucos. E estou gostando, abracei essa causa. Não sou um humorista escrachado como a Fabiana, a Lolô e o Eri, mas essa mescla que tem no programa é muito boa”, analisa. Para encarar o desafio do ‘ao vivo’, Marcelo vai usar a sua experiência nos palcos.
“Já fazia muito improviso no meu stand-up (‘É o que Temos Pra Hoje’) e isso me dá segurança, mas, ao mesmo tempo, não tem segurança nenhuma, porque fazer ao vivo, na Rede Globo, é algo inédito. Só não fiquei assustado com o convite porque sou abusado, cara de pau”, explica. E cabe ao veterano Eri sintetizar o ‘Tomara Que Caia’: “É uma salada.”

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